Neo Pentecostalismo


Tenta re encantar com seus cultos

Dá ordens diretas

Enfoca a Deus e o Diabo

Meio termo entre reencanto e o novo o renovado encanto pela matéria.


Rejeitavam o grande princípio que era o próprio fundamento da Reforma — que a Palavra de Deus é a todo-suficiente regra de fé e prática; e substituíram aquele guia infalível pela norma mutável, incerta, de seus próprios sentimentos e impressões. Por este ato de pôr de lado o grande indicador do erro e falsidade, fora aberto o caminho para Satanás governar os espíritos como melhor lhe aprouvesse. CS, 187. 


Um desses profetas pretendia haver sido instruído pelo anjo Gabriel. Um estudante que se lhe unira, abandonara seus estudos declarando que fora pelo próprio Deus dotado de sabedoria para expor Sua Palavra. Outros que naturalmente eram propensos ao fanatismo, a eles se uniram. A ação destes entusiastas criou não pequeno excitamento. A pregação de Lutero tinha levado o povo em toda parte a sentir a necessidade de reforma, e agora algumas pessoas realmente sinceras foram transviadas pelas pretensões dos novos profetas. CS, 187.


Os dirigentes do movimento seguiram para Wittenberg e instaram com Melâncton e seus cooperadores para que aceitassem suas pretensões. Disseram: “Nós somos enviados por Deus para instruir ao povo. Temos familiarmente entretido conversas com o Senhor; sabemos o que acontecerá; em uma palavra, somos apóstolos e profetas, e apelamos para o Dr. Lutero.” — D’Aubigné.


La neurosis, el cinismo y el narcisismo son pólvora para el fundamentalismo


Os reformadores estavam surpresos e perplexos. Com semelhante elemento não haviam ainda deparado, e não sabiam o que fazer. Disse Melâncton: “Há efetivamente espírito extraordinário nestes homens; mas que espírito? ... De um lado acautelemo-nos de entristecer o Espírito de Deus, e de outro, de sermos desgarrados pelo espírito de Satanás.” — D’Aubigné. CS, 187.


O fruto do novo ensino logo se tornou manifesto. O povo foi levado a negligenciar a Bíblia, ou lançá-la inteiramente à parte. Nas escolas estabeleceu-se confusão. Estudantes, repelindo toda restrição, abandonavam seus estudos e retiravam-se da universidade. Os homens que se julgavam competentes para reanimar e dirigir a obra da Reforma, conseguiram unicamente levá-la às bordas da ruína. Os representantes de Roma recuperaram então sua con ança, e exclamaram exultantemente: “Mais uma luta, e tudo será nosso.”— D’Aubigné. CS, 188.


Lutero, em Wartburgo, ouvindo o que ocorrera, disse com profundo pesar: “Sempre esperei que Satanás nos mandaria esta praga.” — D’Aubigné. 

Percebeu o verdadeiro caráter desses pretensos profetas, e viu o perigo que ameaçava a causa da verdade. A oposição do papa e do imperador não lhe tinha causado perplexidade e angústia tão grandes como as que experimentava agora. Dos professos amigos da Reforma haviam surgido seus piores inimigos. As mesmas verdades que lhe haviam trazido tão grande alegria e consolação, estavam sendo empregadas para provocar contenda e criar confusão na igreja. CS, 188.


Wittenberg mesmo, o próprio centro da Reforma, estava rapidamente a cair sob o poder do fanatismo e da anarquia. CS, 188.


Os ensinadores fanáticos entregaram-se à direção das impressões, considerando todo pensamento e impulso como sendo a voz de Deus; conseqüentemente iam a grandes extremos. Alguns queimaram mesmo a Bíblia, exclamando: “A letra mata, mas o Espírito vivifica.” CS, 191.


O ensino de Münzer apelava para o desejo humano do ma- ravilhoso, enquanto satisfazia seu orgulho colocando virtualmente as idéias e opiniões dos homens acima da Palavra de Deus. Suas doutrinas eram recebidas por milhares. Logo denunciou toda a ordem no culto público, e declarou que obedecer aos príncipes era tentar servir simultaneamente a Deus e a Belial. CS, 191.


Os ensinos revolucionários de Münzer, pretendendo sanção divina, levaram-nos a romper com todo domínio e dar rédeas a seus preconceitos e paixões. Seguiram-se as mais terríveis cenas de sedição e contenda, e os campos da Alemanha embeberam-se de sangue. CS, 191.


A facção fanática, pretendendo falsamente haver sido tratada com grande injustiça, conseguiu ganhar as simpatias de um grupo numeroso de pessoas e, conforme se dá freqüentemente com os que tomam o lado do erro, vieram a ser considerados mártires. CS, 191.


Satanás está constantemente procurando enganar os homens e levá-los a chamar ao pecado justiça, e à justiça pecado. Quão bem-sucedido tem sido seu trabalho! Quantas vezes a censura e a exprobração são lançadas sobre os fiéis servos de Deus porque se mantêm destemidos em defesa da verdade! Os homens que não passam de agentes de Satanás, são louvados e lisonjeados, e mesmo considerados mártires, enquanto os que deveriam ser respeitados e apoiados pela sua  delidade a Deus, são deixados sós, sob suspeita e desconfiança. CS, 191.


A inspiração pretendida por Münzer e seus companheiros, não procedia de uma fonte mais elevada do que as divagações da imaginação, e sua influência era subversiva a toda autoridade humana ou divina. O verdadeiro cristianismo recebe a Palavra de Deus como o grande tesouro de verdade inspirada, e como a prova de toda inspiração. CS, 193.





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