Inmortalidad

2 estratégias básicas


A. Coletiva. "Os seres humanos são mortais, mas não aquelas totalidades humanas de que eles fazem parte, as que 'pertencem'. A Igreja, a Nação, o Partido a Causa. - aqueles para citar a memorável expressão de Emile Durkheim, "seres maiores do que eu mesmo"- todos eles viveram muito mais do que qualquer de seus membros, porém viveram mais, tal vez até para sempre, exclusivamente graças ao esforço de cada um é de todos os membros para assegura-lhes a vida eterna à custa da própria vida. Desse modo foi concedido significado a morte individual: "Não foi em vão". Mas o significado é derivativo e não assegura preservação do indivíduo sob qualquer aspecto ou forma. À preocupação com a imortalidade individual dissolve-se no empreendimento de servir a imortalidade do grupo. Com isso a própria individualidade dissolve-se, o que ajuda imensamente o grupo, em seus incessantes esforços para subordinar preocupações individuais da vida ao que for declarado do interesse da supervivência do grupo. Os túmulos dos soldados desconhecidos, que ornamentam todas as capitais do mundo, sintetizam o ponto essencial dessa estratégia, visando ao mesmo tempo o seu continuo fascínio." 192


"A segunda estratégia era individual. Fisicamente todos os indivíduos devem morrer - mas alguns (homens qualificados como 'importantes' por essa mesma razão) podem ser preservados, como indivíduos, na memória dos seus sucessores. Essa outra vida póstuma pode, em princípio, durar tanto quanto existirem homens com memória. Mas é necessário que a pessoa se faça gravar nessa memória: por intermédio de seus feitos, inconfundivelmente feitos individuais, feitos que ninguém mais realizou. De um modo geral, embora não exclusivamente, dois tipos de feitos estiveram em competição por essa espécie de imortalidade - isto é, para reivindicar o direito de permanecer para sempre na memória humana. Os primeiros eram realizações de governantes e líderes de homens - reis, legisladores, generais; os segundos eram empreendimentos de autores- filósofos, poetas, artistas. Nas palavras colocadas por Platão na boca de Sócrates, 'a alma é extremamente semelhante ao divino e imortal' e, em consequência 'na família dos deuses, a menos que se seja um filósofo (...) não é permitido a ninguém entrar, exceto o amante do estudo." 192


O culto a santa morte

José Gil - A Santa Morte

Chamada a "virgem dos esquecidos"

O seu fundamento são as pessoas que não tem nenhuma segurança. Setores sociais frágeis que carecem do que o estado mexicano deveria lhes dar. As pessoas pedem para a santa morte noque o estado deveria lhes dar como um direito: Pedem vivenda, trabalho para o recém formado, o policial que o proteja dos delinquentes, o delinquente do policial. Pedem uma coisa só: SEGURANÇA.

Chegou para ficar. Este ambiente de violência, de crise política, financeira, familiar, amorosa e religiosa propicia o surgimento, o renascimento, dos santos populares; os quais não buscam nem precisam o reconhecimento das instituições (governo ou igrejas). Vão se enriquecendo por se mesmas e se expandem por todo território. É um culto popular que já ganhou seu espaço



Comentarios

Entradas populares de este blog

Hamartología

Teodicea

Tradición